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Revolut fica fora do ar em vários países durante pane do Google Cloud em Londres

Clientes ficaram sem app, pagamento com cartão, transferências e saques na manhã desta terça. O banco diz que dinheiro e dados estão seguros; o Google atribui a falha a um problema de energia num dos seus centros de dados.

Por Redação MATHEUZERAPublicado em 2 min de leitura

Logotipo do Revolut em letras pretas sobre fundo branco

Logo: Revolut (Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

O Revolut passou a manhã desta terça-feira, 20 de outubro, com boa parte dos serviços fora do ar. Clientes relataram que não conseguiam entrar no app, pagar com o cartão, fazer transferências ou sacar dinheiro. Segundo o BleepingComputer, a página de status do banco chegou a listar 28 serviços afetados, entre eles câmbio, compra de ações e o chat de atendimento. Houve queixas na Espanha, no Reino Unido e na França.

Em mensagem no X, o Revolut confirmou “uma interrupção do serviço que afeta várias funções”, disse que o dinheiro e os dados dos clientes “estão seguros” e pediu desculpas. O banco não explicou a causa.

O que o Google Cloud tem a ver com isso

No mesmo período, o Google Cloud registrou um incidente na região europe-west2, em Londres, a partir das 6h08 UTC (3h08 em Brasília). A página oficial de status do Google lista 38 produtos afetados, de máquinas virtuais a bancos de dados, com erros e falhas intermitentes de rede. Às 11h12 UTC, o Google informou que um “evento de energia” derrubou uma das zonas da região (europe-west2-b), que a energia já tinha sido restabelecida e que os serviços voltariam aos poucos.

A emissora irlandesa RTÉ diz que a pane do Revolut está ligada ao incidente do Google Cloud. Nem o Google nem o Revolut confirmaram essa ligação até a publicação desta notícia. Segundo o The Register, o Downdetector também mostrou queixas sobre outros serviços britânicos, como Lloyds Bank e HSBC, sem confirmação das empresas.

Por que uma pane assim pega tanta gente

Bancos digitais e fintechs costumam alugar a infraestrutura de grandes nuvens (Google, Amazon, Microsoft) em vez de manter centros de dados próprios. Isso barateia e acelera o serviço, mas cria um ponto de dependência: quando uma região da nuvem cai e o sistema não troca de lugar a tempo, milhões de clientes sentem ao mesmo tempo. O próprio Google recomendou aos clientes afetados mover o trabalho para outra zona ou região.

Para quem usa o Revolut como conta principal, a lição prática é ter um segundo meio de pagamento à mão. E vale desconfiar de mensagens que aparecem durante panes pedindo senha, código ou “confirmação de dados”: o banco disse apenas que está trabalhando para restabelecer o serviço.

Fontes e referências